“Só Eu”

“Só eu, mais ninguém não”. Era uma expressão que a minha avó Luz utilizava, talvez uma das que utilizava mais.

Um dia, as palavras foram saindo atrás desta expressão, vindas não sei de onde. De um trago, escrevi a letra de “Só Eu”.

Foi ficando na gaveta, que é como quem diz, na pasta do computador que diz “Letras Acabadas”, muito menos cheia do que a que diz “Letras por acabar”. Até ao dia em que o Janeiro me desafia a mandar-lhe letras para ele musicar. Enviei 3. 2 delas estão neste álbum. Esta e “Menina Rabina”.

Sendo uma balada, o arranjo teria de dar espaço às palavras. Optámos por não ter um

instrumento que secundasse a voz, mas sim, vários apontamentos divididos entre os teclados do Luís Figueiredo e o bandolim do Luís Peixoto.

O instrumental foi mais difícil. Aquele momento precisava de algo que lhe desse peso dramático, acentuando o que se estava a contar. Pensei em cordas e, de imediato, liguei ao Filipe Melo, que já tinha feito os arranjos de cordas de “Outras Histórias”, de Deolinda.

Ele fez a sua magia, bem como o quarteto de cordas e ficou resolvido o arranjo da “Só Eu” mesmo ao cair do pano, em estúdio.

Fotos de Filipe Ferreira

AB

 

One thought on ““Só Eu”

  1. Sofia diz:

    Obrigada por partilhares estas histórias connosco. Não é obrigatório, nem fundamental, mas deixa – nos mais próximos de ti, da tua música, das tuas letras tão sentidas e bonitas. Ansiamos esse novo disco, esse novo projeto. E estamos a torcer por esse grande sucesso! Beijinhos

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